Bel&Bel: espanhóis transformam scooters antigas em cadeiras futuristas

domingo, 31 de outubro de 2010 02:02 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

O estúdio espanhol Bel&Bel transforma as antigas motocicletas Vespas em arte. A scooter que já está fora de moda, é transformada em cadeiras exclusivas, que combina as cores da estrutura externa com o assento, coordenando toda a tonalidade.

As cadeiras inovadoras são feitas de carcaça de tanques de gasolina de motocicletas. Com o desenvolvimento tecnológico e a criação de modelos de motocicletas mais econômicas ou elétricas, as clássicas foram deixadas para trás. Porém, algo tem que ser feito para que elas não sejam simplesmente lançadas em aterros ou lixões quando perdem sua utilidade.

Foi pensando em uma solução para este problema que os artistas da Bel&Bel, começaram a fabricar cadeiras modernas e elegantes, utilizando restos de motocicletas. Para eles, seria uma vergonha deixar essas belas scooters italianas irem para o lixo. O site não informa o custo das cadeiras nem como obtê-las, mas divulga a ideia de como se reutilizar produtos antigos que não estão mais sendo utilizados. 


Fonte: Ciclo Vivo

Friedge-Couch: a geladeira-sofá

sábado, 30 de outubro de 2010 01:38 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

A criatividade do designer canadense Adrian Johnson o levou a reciclar o que, até então, se considerava dois problemas urbanos de lixo: uma geladeira e um sofá velhos.

O Friedge-Couch, (tradução literal de Sofá-geladeira) surgiu quando o designer decidiu fazer algo criativo e estiloso para um casamento.

Ao procurar inspiração em um ferro-velho, ele achou um banco vermelho praticamente novo de uma BMW 325 e, na busca por algo onde o banco poderia ser encaixado, ele encontrou uma geladeira Gibson Frost-Clear Deluxe, de 1982.

A junção dos dois objetos que, até então, estavam inativos e eram considerados lixo, criou o novo conceito de sofá. Alguns modelos tem entrada para iPods! A iniciativa do canadense demonstra que reciclar também é uma questão de bom senso e muita criatividade.

Fonte: EcoDesenvolvimento

Suitcase Chairs: poltronas charmosas de malas recicladas



Não dá vontade de fechar essa poltrona e carregá-la para a sua próxima viagem? Esse é o efeito que causa a coleção Suitcase Chair, da fábrica de móveis de design Recreate, conhecida por dar outros usos para objetos já defasados, estragados ou sem nenhuma utilidade.

A responsável por essa reciclagem vintage é a designer sul-africana Katie Thompson que, nessa coleção, colocou em prática a ideia de aproveitar uma mala velha e sem uso para transformá-la em uma poltrona única, descolada e linda.

O mais legal é que as peças são completamente exclusivas, já que a matéria-prima – uma mala antiga e estragada – nunca é exatamente igual. Os estofados são de linho, as pernas são feitas de madeira e a estrutura interna é de aço reforçado. Alguns modelos já foram vendidos, então, corra para garantir o seu! As encomendas podem ser feitas pelo e-mail katie@recriate.za.net.

Fonte: Lola Mag

Speedo adere ao eco-fashion transformando peças antigas

domingo, 24 de outubro de 2010 22:39 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários
A Speedo fez uma parceria eco-fashion com a grife inglesa From Somewhere, especializada em upcycling. A marca de Orsola de Castro e Filippo Ricci lançou na London Fashion Week o preview da coleção que chegará ao mercado no ano que vem. Peças antigas mas nunca usadas da Speedo são transformadas em vestidos. Confira no vídeo abaixo.



Fonte: Verdinho Básico

Charlie Boots: ethical designer britânico cria looks numerados e sustentáveis

22:17 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

O ethical designer Charlie Boots cria sua moda com princípios fortes: ética, sustentabilidade e muita elegância. Usando materiais reciclados e produção de itens exclusivos reversíveis, ele segue em sua missão hercúlea de banir o fast fashion.

Cada peça é feita a mão por Boots, que constrói pedaço a pedaço, aproveitando sobras ou tecidos vintage que recupera. "Eu me tornei designer de moda com 28 anos de idade, mas queria fazer isso desde que eu tinha 10 anos! Vivia em Bangkok durante vinte anos e queria ter meus projetos realizados por um alfaiate. Isso pode ser extremamente frustrante, quando a interpretação que o outro faz do seu projeto muitas vezes não coincide com a sua idéia (para não mencionar a barreira do idioma). Percebi que precisava aprender alfaiataria, a cortar, e então passei a fazer uma certa moda na Bath Spa University. Foi aí que comecei a olhar para a moda ética. Quando entendi o enorme impacto negativo dessa indústria em muitas pessoas, eu soube que trabalhar com ética era o caminho que eu poderia tomar", contou em entrevista ao Amelia's Magazine

Prioriza a matéria-prima orgânica, proveniente do fair trade (comércio justo, que combate a exploração de mão-de-obra em países subdesenvolvidos e trabalho infantil), além de tecidos vintage e reciclados. "Utilizar tecidos orgânicos significa que os trabalhadores da indústria do algodão não estão sofrendo problemas de saúde graves e que levam muitas vezes à morte (cerca de 20.000 por ano), como resultado dos pesticidas utilizados. Tecidos de bambu e cânhamo, como são sustentáveis - estes dois em particular, não requerem pesticidas, muita água ou uma série de cuidados. 95% dos meus tecidos são originados no Reino Unido", explica. Os tecidos de bambu e linho, os vintage dos anos 30/40 são importados dos EUA e os de quimono do Japão.

A maioria dos modelos são reversíveis, o que só faz acrescentar à sua sustentabilidade. Ele finaliza as roupas  com acabamento invisível (típico de alfaiataria e haute couture, bem diferente do prêt-à-porter). Duas versões em uma mesma peça. Charlie Boots numera seus looks: são 10 unidades (essa exclusividade agrega valor ao produto). Selecionei quatro opções - acima - que mais me chamaram a atenção (o vestido preto está perfeito!). Anotem esse nome e confiram também a linha de acessórios e as coleções completas aqui.

Etno Botânica terá Oficina de Tingimento com Corantes Naturais em Novembro

01:58 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

Em seu atelier, o Etno Botânica, Eber Lopes Ferreira desenvolve técnicas de tingimento com pigmentos naturais, promovendo o resgate do rico acervo cultural de plantas tintorias brasileiras.

"O objetivo da divulgação deste conhecimento é preservar esta pratica resgatando a utilização destas matérias-primas, diminuindo o impacto ambiental, agregando valor econômico e cultural aos produtos coloridos de forma limpa e têxteis artesanais, além de promover o desenvolvimento da cadeia produtiva de forma sustentável com o uso de plantas cultiváveis", explica no site.

Eber irá realizar mês que vem a Oficina de Tingimento com Corantes Naturais, na qual ensinará tingimentos vegetais em fios e tecidos de origem natural (algodão,lã e seda), tingimentos a frio, a quente e uso de mordentes.

Serão quatro encontros (05,06,19 e 20 de Novembro de 2010), sempre das 09h às 18h. Informações e inscrições pelo e-mail corantesnaturais@gmail.com .

Issey Myake lança coleção inspirada no origami unindo alta tecnologia e sustentabilidade


Issey Myake, estilista japonês sempre na vanguarda fashion, desenvolveu a coleção “132 5. Issey Miyake”,  que define assim: “Acredito ser uma nova dimensão da moda que une técnicas e tecnologia apurada à sustentabilidade”.

Cada peça da coleção foi concebida através de um programa de computador de autoria do cientista da computação Junho Mitani, um pesquisador de métodos matemáticos através dos quais criou estruturas tridimensionais usando a dobradura de papel plano.

Em seguida, os modelos são cortados a partir de peças únicas em tecido de PET reciclado, estilo origami, dobrado e costurado estrategicamente. Dez padrões básicos resultam em camisas estruturadas, saias, calças e vestidos. A vantagem disso? Redução vertiginosa dos resíduos têxteis com maior aproveitamento do tecido.


A dobradura usada para gerar peças com elegância e graciosidade. A coleção “132 5. ISSEY MIYAKE” funde a matemática da dobradura e a arte da confecção de roupas na direção da eco moda . Estabelecer novas relações entre o vestuário, a forma humana e o meio ambiente.

Issey é conhecido por acompanhar rigorosamente toda sua linha de produção, preocupando-se com o meio ambiente e com seus recursos humanos. A consciência de que nossos recursos naturais estão em risco e a necessidade de um comércio justo são a base para que seu ateliê busque, através de pesquisas sérias, novas formas de criação que além de valorizar a estética, tenham valor ético para que a criação continue sendo uma arte que traga alegria, harmonia e bem estar.

Mais uma oportunidade para refletir que existem muitas maneiras de se fazer uma moda correta sem perder o estilo.

EcoTools: artigos ecológicos para makeup e higiene pessoal

sexta-feira, 8 de outubro de 2010 23:26 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

Para ficar bonita com a consciência tranquila, a EcoTools desenvolveu uma linha ecológica de cosméticos e artigos para maquiagem e higiene pessoal. 

São pincéis, produtos de banho e cuidados do corpo e até itens de manicure (vale a pena investir em um kit básico pessoal!). Tudo produzido a partir de matéria-prima reciclada (como plástico e alumínio) ou fontes renováveis (bambu, por exemplo). 

As embalagens também pensam no meio ambiente: são feitas 100% algodão, livre de cloro e PVC, com estampas à base de extratos vegetais. Podem - e devem - ser utilizados para guardar os produtos (eles vem com um fecho zip-top super prático). A Ju do Cruelty-Free Makeup dá dicas de onde comprar (e preços) aqui.


Design Mais: Feevale promove debate sobre Design e Comunidades Sustentáveis

22:26 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários


Fonte: DA Moda Feevale

Iluminação natural com sistema de captura e transporte de luz solar

00:04 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários

Claraboias e janelas não são mais as únicas maneiras de prover luz natural a um ambiente. Um exemplo dessa possibilidade é o invento da empresa sueca Parans, que criou uma forma de transmiti-la por até 20 m sem perda de intensidade - preservando, inclusive, as variações de cor causadas por nuvens ou pelo crepúsculo. "Coletores instalados no teto ou na fachada absorvem a luz, que segue por fibra óptica até luminárias especiais no interior do prédio", explica Bengt Steneb, inventor do produto. Segundo ele, os benefícios vão além da economia de energia elétrica (que pode chegar a 25%).

Eles incluem mais conforto para os usuários, já que o corpo humano reage melhor às frequências múltiplas da luz solar que à constância da artificial. O sistema conta com filtros infravermelhos e ultravioleta - assim, não esquenta o interior, não bronzeia as pessoas nem causa danos a tecidos e plásticos. "A complexidade da instalação é a mesma que uma antena parabólica requer", compara Bengt. A Parans tem diferentes modelos de luminárias, com luz focada ou difusa, que, como nas lâmpadas tradicionais, podem ser desligadas ao toque de um botão.

De onde veio
Antes da invenção da lâmpada elétrica, no final do século 19, eram usados prismas para refletir os raios solares e iluminar interiores. Essa é a inspiração do produto, que se vale da capacidade de transmissão de luz das fibras ópticas.

Para onde vai
O perfil sustentável conta a favor do sistema. Segundo a Parans, se fosse colocado em 1% dos edifícios americanos, europeus e chineses, ele tiraria por ano 20 milhões de toneladas de CO2 do ar (quase o dobro da emissão de São Paulo).

Fonte: Planeta Sustentável

Estilista Nina Nikicio lança coleção-protesto com roupas de papel reciclado


 

Muitos elementos que envolvem o trabalho da estilista indonésia Nina Nikicio fogem do que estamos acostumados a ver na moda comercial. Além de vir de um mercado pouco tradicional como o da Indonésia, a designer é contra as atuais práticas das marcas: "Eu quero desafiar o mundo da moda. Sem tendências ou estações do ano, sem modismos. Minha roupa tem que ser capaz de ser usada e durar para sempre". E para frisar essa postura, a grife sob o seu nome lança uma linha inusitada, fabricada com um diferenciado tecido orgânico. 

Fruto de uma colaboração entre a marca e 5 fotógrafos da Indonésia e Cingapura, o projeto "RE-04" impressiona. Os vestidos da coleção são feitos de papel coreano durável e reciclado, complementados com fecho de zíper. Importante citar que cada peça é enviada em uma embalagem envelope, com uma pequena história por trás da imagem e do fotógrafo.

Mesmo feitas de papel, este novo conceito em arte visa protestar contra os produtos descartáveis. As peças não podem ser rasgadas, são resistentes à água e à produtos químicos, mas devem ser limpas apenas com pano úmido. Nikicio disponibiliza os produtos em tamanho único, mas instiga seu cliente a personalizar os vestidos: deixá-los mais curtos, modificar o decote ou mesmo amarrar laços para mudar o tipo de cintura.

Fonte: UseFashion

Seis dicas para seguir tendências Primavera/Verão 2011 e ser sustentável

domingo, 3 de outubro de 2010 03:46 by Fernanda Vasconcelos Torres 0 comentários
Quem acompanha as passarelas nacionais e internacionais nos últimos tempos já deve ter tido a sensação de déjà vu. A cartela de cores é super democrática (dos neutros e nudes até os gritantes fluo) e as modelagens não variam muito.

Isso nos leva ao objetivo desse post: como captar o que está mais em alta para essa recém começada temporada usando o que já tem no guarda-roupa. Sim, sustentabilidade está completamente associada a consumo consciente. Reciclar looks também é uma maneira de contribuir para uma indústria da moda mais equilibrada (e não comprometer seu bolso pelas próximas estações).

1. Clima: “Hoje não temos mais coleções de inverno e verão distintas. As pessoas já criam algo mais unificado", explicou Erika Palomino (no programa Tamanho Único, do GNT, que comentei aqui). O clima já é um fator super relevante na hora de escolher o que vestir. Na primavera, é comum nos grandes centros urbanos uma variação térmica grande – e resulta naquele ‘look cebola’, com várias camadas que podem ser retiradas ou sobrepostas. Vale misturar peças mais leves por baixo (tecidos mais finos) com casacos outonais.  Com uma camiseta ou camisa bacana, vale desde um trech coat até um cardigã. Vestidos são curingas nessa fase de transição. Adorei essa 'prova' da Patricia Koslinski, do Provadoras S.A.


2. Tempo: a inspiração temporal pode visitar o século XX de ponta-a-ponta – da década de 20 a 90, vale tudo! Se apostou numa proposta mais vintage, pode mesclar com algum acessório mais contemporâneo para não ficar com cara de manequim de brechó. O exagero de acessórios apareceu muito nos desfiles – e está presente no figurino das celebridades e nas novelas. Porém doses moderadas sempre ficam elegantes. Cuidado com bijuterias e peças mais delicadas: o sol forte e até mesmo o suor podem danificar mais rapidamente as peças com as temperaturas altas. 


3. Estampas e tingimentos: amou a invasão de animal print e investiu nas liquidações? Os padrões de bichinhos continuam fortes nesse verão. Dividem espaço com os étnicos (também remanescentes), geométricos - principalmente o pois (bolinhas) - efeitos ópticos e gráficos (agora mais elaborados, menos definidos). A novidade fica por conta do retorno dos florais, que popularmente nunca saíram de moda. Tudo muito fácil de encontrar no guarda-roupa.  Para não errar, jogue peças estampadas com neutras – ou quebre um look neutro com acessórios de estampa ousada.


4. Orgânicos e fibras naturais: nas semanas de moda os tecidos orgânicos e as fibras naturais contribuíram para formatar tendências como o minimalismo e a inserção de detalhes artesanais (bordados e crochê, principalmente) que valorizam a roupa. Algumas marcas, como a Osklen, tiveram o cuidado de trabalhar com pigmentos naturais (sinalizando que o mote ecológico veio para ficar).

5. Jeans: peça-chave para quem gosta de aliar conforto e estilo, o jeans vem com tudo na próxima estação. Incluindo a opção ‘look total’. O bacana é que as lavagens seguem uma cartela desbotada, do azul céu até o branco. Aquele cara de jeans‘batido’, super usado, possibilita ressuscitar jaquetinhas e calças do século passado. A atriz Brooke Shields (quem não viu ‘A Lagoa Azul’?!) declarou recentemente que guarda seus jeans Calvin Klein dos anos 80 (e ainda cabe neles! ), quando foi garota-propaganda da grife. Mas cuidado: não use todas as peças antigas ao mesmo tempo – a regra do vintage continua valendo.

6. Black & White: Michael Jackson adorava – e a moda também! Além de ser clássico, o preto e o branco estão aparecendo juntos e sozinhos. O ‘full black’ já foi instituído como sinônimo de sofisticação (principalmente quando se mesclam texturas). Misturar detalhes, como rendas e transparências, a essas duas cores é fashion sem ser vulgar. O chic da estação é o branco. Sabe aquele acervo de réveillons passados? Ótima idéia de garimpar algumas opções. A tendência vira o ano e tem prazo de validade até o próximo outono.  

Gostou das dicas mas não consegue segurar o impulso de correr para as araras em busca de novidade? Então invista então em peças e acessórios atemporais, clássicos. Observe a qualidade do tecido e dos materiais. Prefira cores neutras e estampas mais fáceis de usar (listrados, bolinhas, por exemplo). Dê preferência – sempre que o bolso permitir – a produtos ecológicos e sustentáveis. Pense na roupa como um investimento a longo prazo!